Às vezes, é preciso deixarmos ir

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Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão ou a irmã não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz” (1 Coríntios 7:15).
Às vezes, mesmo contra a nossa vontade humana, é preciso deixarmos ir. A despedida nem sempre é eterna, mas passageira, com um tempo certo, determinado por DEUS para se transformar em um belo reencontro.
Sei que toda despedida dói e entristece profundamente a alma. Mas, às vezes, é preciso deixarmos ir. DEUS nos deixa fazer o que desejamos, ainda que isso esteja contra a Sua vontade. DEUS, muitas vezes, permite que os Seus escolhidos mergulhem na lama da podridão, do pecado, para que eles voltem melhores, regressem mais maduros e verdadeiramente transformados.
Precisamos aceitar essa verdade: às vezes, faz-se necessário deixarmos ir. Um filho, um cônjuge, um parente, um amigo…
Não queríamos que isso acontecesse, mas também não podemos fazer com que o outro enxergue a verdade com o nosso próprio esforço humano, sem a ação direta do Espírito Santo.
A transformação humana não vem de nós mesmos, mas do SENHOR. Se o SENHOR não transformar, todo esforço humano em prol dessa causa será vão.
Quando impedimos que o outro vá, saia da nossa vida, quando não entendemos ainda que devemos respeitar a liberdade e o direito de escolha do outro, vivemos aprisionados aquilo que nos oprime,  a um sentimento egoísta.
Por isso, às vezes e quase sempre, é preciso deixarmos ir.
Ainda que o outro queira viver dissolutamente, gastar suas forças e seus bens no mundo, escravo do pecado, deixe-o ir.
Ainda hoje, se eu quiser, instintivamente, sair da presença do SENHOR, ELE deixará. Porque no papel de coadjuvantes da grande cena em busca do Reino de DEUS, há uma máxima que precisa ser respeitada: “Aquele que quiser vir após mim…”. E DEUS respeita o querer humano e, a partir disso, ELE começa a estabelecer propósitos e também agendar o dia da libertação dessa pessoa.
Na verdade, o homem por si só não gostaria de viver na presença de DEUS, andando em santidade para agradar ao SENHOR JESUS. O que ele produz de bom, de justo, de verdadeiro, ele o faz motivado por algo fortemente instalado em sua alma: a presença do Espírito Santo. Até o arrependimento é DEUS quem gera no coração do homem, como bem disse JESUS: “Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido” (João 6:65).
Uma coisa devemos crer de todo o nosso coração: OS ESCOLHIDOS DO SENHOR NÃO SE PERDEM, E OS PERDIDOS NÃO FORAM ESCOLHIDOS DO SENHOR.
Vejo em tudo a soberania de DEUS: nada do que ELE determinou deixará de se cumprir. Por isso, precisamos descansar o nosso coração e, às vezes, deixarmos ir…
Ir, sabendo que há um tempo certo de voltar (pela fé) como um filho pródigo que só voltou para a casa do pai depois que perdeu tudo, comeu as bolotas com os porcos e se arrependeu verdadeiramente.
Não impeça nem em palavras, nem em ações, nem em pensamentos. Deixe-o ir! Não viva preso (a) aquilo ou a alguém que te roubará a paz. DEUS NOS CHAMOU PARA A PAZ.
Mas deixar ir não significa parar de lutar, de interceder, de acreditar. Ao contrário, é daí que deve vir a nossa força: da nossa fé. Quem deixa de lutar, de fazer a sua parte, é porque já se acomodou com a situação, e a tendência é viver anos e anos no deserto, até morrer sem ver o milagre concretizado.
Não seja um empecilho para um propósito de DEUS na vida de alguém que faz parte de sua vida. Se quer ir, deixe-o (a), não impeça! E tire a sua visão de tudo o que essa pessoa venha a fazer e a produzir. Seus olhos não suportarão vê-lo (a) na lama, enganado (a) e sendo usado (a) pelo diabo. Tire sua visão! Mude o seu foco! Mas não desista da vida dele (a), até que DEUS dê a última resposta.
Às vezes, é preciso deixá-lo (a) ir… Sem essa permissão nunca haverá libertação plena, arrependimento verdadeiro. Seu casamento nunca será uma base alicerçada no SENHOR JESUS, onde marido, mulher e filhos caminham juntos até que a morte os separe…
Portanto, se essa for a escolha dele (a), de repudiar, de abandonar, de desistir, não impeça, e com o coração muito alegre no SENHOR, deixe-o (a) partir, e diga em seu coração “até breve”, nunca um “adeus”…
FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

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