A Palavra de Deus não Volta Vazia - Is 55.10-13

Comentários

Este texto de Isaías já serviu muitas vezes de consolo para muitos cristãos. Consolo para os pais que falam insistentemente aos seus filhos sobre a palavra de Deus e eles nunca escutam. Consolo para pessoas que falam aos seus amigos de Jesus e eles parecem nunca dar valor. Consolo para cada um de nós que falamos de Jesus Cristo às pessoas e elas parecem nunca prestar atenção. Nessas horas costumamos nos lembrar que a palavra de Deus não volta vazia.
E não volta mesmo! É isso o que lemos em Is 55.10-11: “Porque assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei.”



No entanto, muitas vezes é realmente difícil acreditar que a palavra de Deus não volta vazia. Pois nós enxergamos muitas pessoas falando da Palavra de Deus, e um número bem maior de pessoas mostrando desprezo por essa palavra. E a pergunta que pode estar em nossos corações é: “O que a palavra de Deus fez no coração dessas pessoas?”
Impossível dizer o que exatamente ela fez no coração das pessoas que não crêem, pois sabemos aquelas coisas que vemos e aquelas que Deus nos revela. Nós não podemos ver o coração de ninguém. Deus também não nos revela o que faz em cada coração. Ele simplesmente diz que a sua palavra fará o que ele quer.
E falando de coisas que podemos ver, Deus compara a sua palavra à chuva e à neve que descem do céu. A chuva e até mesmo a neve nós estamos vendo nestes últimos dias. E bem sabemos que nenhuma das duas volta para o céu sem cumprirem o seu papel, sem molharem a terra.
Assim é a palavra de Deus, quando ela entra no ouvido de alguém ela faz aquilo que Deus quer. No entanto, nós estamos acostumados a palavras que voltam vazias. Pessoas que prometem e não cumprem. Como é ruim quando alguém diz: “Deixa que eu faço!” e no fim não faz nada!
Havia dois rapazes. Eles eram irmãos. Eram também muito ligados um com o outro. Como também já eram adolescentes, gostavam de ter a opinião própria deles. Pensavam o que queriam e faziam o que queriam.
Esse comportamento dos dois acabava sempre gerando briga ou entre eles mesmos ou com o pai deles. Para dificultar ainda mais as coisas, eles gostavam de ser rápidos e respondiam tudo imediatamente.
Assim também foi quando o pai deles precisou da ajuda dos dois. Ele pediu assim para o mais velho: “Filho, vai trabalhar comigo na venda, pois um dos meus funcionários faltou hoje!” E o filho mais velho disse rapidamente a primeira palavra que veio à sua mente: “Sim, eu vou!” O pai saiu dali feliz e foi falar com o filho mais jovem: “Filho, vai trabalhar comigo na venda, pois um dos meus funcionários faltou hoje!” E o filho mais jovem disse rapidamente a primeira palavra que veio à sua mente: “Não, eu não vou!” E o pai saiu.
Apesar de um ter dito “sim” e ou outro “não”, os dois tinham a vontade de dizer “não.” Eles tinham planos bem diferentes para aquele dia. E nesses planos estavam incluídos correr pela estrada, brincar e muito mais, menos ter que trabalhar. O filho mais velho lembrou-se desses planos e achou que não teria problema simplesmente não fazer aquilo que ele disse que faria. Pensava que a palavra dele não tinha importância.
O filho mais novo, por sua vez, após ter dito aquele não bem duro, ficou a pensar. Pensava em como tinha sido duro com o seu pai. Pensava em como o seu pai amava aquela família. Pensava em como ele fazia tão pouco para ajudar. Pensava em como o seu pai sempre trabalhava dia e noite para conseguir o alimento para dentro de casa. Ele sabia que por mais que o pai ouvisse muitos “nãos”, ele jamais diria não para um filho quando o assunto fosse comida. É claro que o pai já disse muitas vezes “não!” mas ele nunca negou comida a um filho.
Lembrando-se dessas coisas o filho encheu-se de uma tristeza. Ele estava agora dividido, ele disse que não iria, mas agora ele sentia vontade de ir ajudar o seu pai. No entanto, diferente de seu irmão, o filho mais jovem não teria a mesma sorte que o filho mais velho. Pois o filho mais velho não precisaria olhar tão cedo para o pai. Mas se o filho mais jovem estava arrependido, ele teria que encarar o pai.
Quando ainda pensava o que fazer, o filho se lembrou de que o pai sempre dizia para eles que tudo o que ele desejava era estar perto da sua família. As palavras de seu pai deram-lhe forças para ir ao encontro de seu pai.
Podemos dizer que as palavras desse pai tiveram um resultado, um importante resultado. Foram as suas palavras que deram forças àquele filho, para que ele se arrependesse e fosse ao encontro do seu pai.
Muito mais a palavra de Deus traz resultados concretos. Pois até pode ser que as nossas palavras fiquem sem sentido e caiam no esquecimento. Mas a palavra de Deus não. Ela é uma palavra viva. E ninguém pode tirar a vida que ela tem. Muito pelo contrário, se alguém tem vida é por causa da palavra de Deus. Se alguém ouve e se arrepende é porque Deus nos diz que ama a cada um de nós e quer estar junto de nós.
Se temos medo de Deus por algo de errado que tenhamos feito, lembremos de sua palavra, ele quer estar conosco. A palavra de Deus é mais importante do que qualquer coisa que nós pensemos e falemos.
Há muitas pessoas que dizem: “Nunca vou ser um cristão!” ou então: “Eu não quero estar junto com aquelas pessoas!” E um dia acabam se arrependendo do que disseram. Por vezes a vergonha é tão grande de voltar por causa da besteira que falaram que decidem nunca voltar. Nesse momento é importante que nós falemos que Deus quer o bem de todos os seus filhos. Pois é a palavra de Deus que pode fazer uma pessoa voltar.
Como é importante aprendermos que as nossas palavras podem estar erradas. As nossas palavras podem voltar sem ter efeito. A palavra de Deus não, ela nunca volta vazia.
Portanto, antes de falarmos qualquer coisa, lembremos do que Deus nos diz. A palavra de Deus pode encher as nossas palavras de significado. Ele mesmo recomenda, não digam: “Amanhã nós vamos trabalhar,” e sim “Se Deus quiser, amanhã nós vamos trabalhar, comprar, vender e tudo mais.” (Tg 4.13-15)
Não nos enganemos, Deus faz a vontade dele! E sua vontade é que a sua palavra não volte vazia. Portanto, ela não voltará vazia. Se falamos e as pessoas não se importam com a palavra de Deus, o importante é que a palavra de Deus foi ouvida. Essa é a tarefa que Deus nos deu, falar a sua palavra. O restante é a própria palavra de Deus que realiza.
Que a palavra de Deus realize a salvação entre nós!
Amém!
Francis Dietrich Hoffmann

back to top