Escapando das ciladas

Comentários

depressão e nostalagia

"O Que Passou, Passou"?
1. Passado Psicológico
O passado que realmente nos afeta é aquele nosso depósito de experiências, sentimentos e
pensamentos que constitui o nosso passado psicológico.
1.1 O passado psicológico está sempre em expansão: qualquer coisa que acontece penetra nele e
o modifica.
1.2. O passado psicológico torna-se atuante por meio das memórias que:
1.2.1. De modo geral, não se submetem ao nosso controle;
1.2.2. Podem ter alguns dos seus conteúdos realçados e outros desvanecidos;
1.2.3. Podem nos trair, fazendo-nos cair nas ciladas do passado;
1.2.4. Do ponto de vista neurofisiológico constituem-se de estruturas modificadas
no cérebro – pontes químicas e circuitos neuronais especializados;
1.2.5. Estão difundidas maciçamente por todo o cérebro e são protegidas por mecanismos
neuroquímicos específicos. Memórias são como o "Exterminador do Futuro".
2. Depressão
Certas lembranças são benéficas e essenciais para a vida, outras são danosas, podem trazer
tristeza e infelicidade.
2.1. Tudo depende da memória
A Depressão como cilada do passado é produzida por uma seqüência de memórias carregadas
de culpa que se estendem desde o nosso passado psicológico e nos aprisiona em sentimentos de
impotência e indignidade.
2.2. A culpa – O vilão
A culpa é um sentimento penoso, vivido como punição psicológica pelas "más" ações do
passado, imposta por um juiz severo que mora dentro de nós mesmos.
2.3. Os danos
A pessoa depressiva, em função do seu passado, fica presa dos seus insucessos, por
intermédio das memórias culposas, qual o personagem Prometeu da mitologia. Essa pessoa gasta a
maior parte de suas energias na luta contra esse aprisionamento. Sua atenção fica dirigida para trás
e não pode programar o futuro.
2.4. O escape
A caída nas ciladas do passado depende de nós. O escape também.
2.4.1. Reorganize suas memórias - As memórias não são estáveis. Alguns dos seus conteúdos
são distorcidos e a depressão pode ser dependente dessas distorções. Precisamos recuperar os
eventos originais.
2.4.2. Utilize a técnica do "já recebeu em dobro" – Is 40.1,2
A autopunição, via de regra, não corresponde ao erro. "Já é tempo de parar de sofrer por um
casamento desfeito".
2.4.3. Pratique o "prossigo para o alvo" – Fp 3.13,14
- Isso significa combater a depressão com "doses saudáveis de futuro" – Projete-se
mentalmente para o futuro, imaginando estar vivendo situações agradáveis.
- Use intervalos de tempos curtos e próximos.
- Crie imagens bem vívidas e detalhadas.
- Imagine situações próximas da realidade.
- Faça algo para transformar as imagens em realidade.
- Não se esqueça: suas idéias modificam o seu cérebro e, portanto, a sua vida, para melhor ou
para pior.
2.4.4. Exerça o domínio gradativo
- Cultive sentimentos agradáveis que se sobreponham às vivências depressivas.
- Execute tarefas simples, agradáveis, que permitam diminuir a sensação de impotência.
2.4.5. Modifique seu passado psicológico pela reconstrução da vida "o passado vem do
presente".
3. Nostalgia
É a cilada na qual caímos quando acreditamos que a parte boa da nossa vida ficou no passado.
3.1. Como reconhecê-la
A nostalgia, descrita como desordem emocional, atrapalha a vida e faz sofrer. O termo, que
descreve um forte desejo de retornar ao passado, foi introduzido por Hofer, na Suíça (1688) e
significa "tristeza – retorno". O portador era descrito como: de aparência triste, abatido, desgostoso,
indiferente e sem vitalidade; semelhante ao escravo africano portador do "Banzo". Os Israelitas no
cativeiro experimentaram algo semelhante – Sl 137.
3.2. Como escapar da nostalgia
3.2.1. Reinterpretar o passado. Ele pode não ter sido tão maravilhoso quanto você acha que
foi.
3.2.2. Focalizar as coisas boas que aconteceram mais recentemente. Quanto mais distantes,
no passado, estiverem os eventos agradáveis, motivos de nostalgia, maior a possibilidade de
sofrimento.
Conclusão
O passado pode ser muito perigoso tanto naquilo que tem de ruim quanto naquilo que tem de
bom.
As memórias do ruim nos dão depressão e, as memórias do bom nos dão nostalgia – Devemos
saber como escapar destas ciladas.

back to top