A verdadeira causa da morte do empresário da Yoki

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A Revista Veja desta semana (13 de junho de 2012, nº 24) trás um relato detalhado sobre um crime que abalou a sociedade brasileira recentemente: a morte de Marcos Matsunaga, empresário da Yoki, que foi esquartejado pela pessoa que escolhera passar os últimos anos da sua vida.
Sempre que há um crime dessa natureza, especialmente envolvendo pessoas que conviviam juntas como marido e mulher, tenta-se, através da Psicologia e de outros caminhos, explicar as razões que, de fato, levam uma pessoa a agir de uma forma tão monstruosa contra a vida de outra.
A própria matéria publicada na edição citada acima (“Fim do Conto de Fadas” – págs. 85 a 90) traz grandes revelações que podem justificar o verdadeiro motivo de uma ação tão monstruosa. Transcrevei abaixo apenas os trechos da matéria que justificam tal crime e, ao final, farei um breve comentário à luz da Palavra de DEUS:
“Uma moça linda e pobre, nascida no interior, muda-se para a cidade grande e passa a levar a vida como prostituta de luxo, até que conhece um executivo cavalheiro, educado, herdeiro de uma empresa bilionária – e casado. Ele se apaixona por ela e, depois de três anos de envolvimento, abandona a mulher e a filha pequena para ficar com o novo amor. Durante algum tempo, o casal vive o que parece ser um romance perfeito. Como é próprio dos enamorados, eles fazem de tudo juntos, de cursos de vinho a aulas de tiro. Viajam e frequentam os melhores restaurantes. Ele a cobre de presentes e faz todas as suas vontades. E terminam aí as coincidências entre a vida do casal Marcos e Elize Matsunaga e histórias de cinema como Uma Linda Mulher, em que o galã interpretado por Richard Gere se apaixona pela garota de programa (Júlia Roberts) e os dois vivem felizes para sempre.
(…) O certo é que tudo se transformou quando ela conheceu Marcos. Depois de alguns encontros,Elize tornou-se amante do executivoA vida dupla de Marcos durou três anos, até que ele tomou a decisão de pôr fim ao casamento e unir-se à nova mulher. Já moravam juntos quando decidiram se casar, no civil e no religioso. Para a festa com 300 convidados, contrataram um dos bufês mais tradicionais da cidade, o Torres. Para a cerimônia religiosa, procuraram a Igreja Anglicana, já que a Católica não permite o segundo matrimônioCasaram-se em outubro de 2009.
Foram dias de ouro do casal. Os que conviveram com os dois nesse período descrevem Marcos como um homem “à moda antiga”. Abria a porta do carro para Elize e levantava-se da mesa para puxar-lhe a cadeira até quando ela ia ao banheiro. Juntos iam à missa, faziam cursos e frequentavam ótimos restaurantes, como o Aguzzo, em Pinheiros . (…) Colecionavam vinhos – que guardavam às centenas em uma adega climatizada – e armas – de pistolas a fuzis, em um valor total de mais de 500.000 reais. Em 2006, ainda na condição de amante do futuro marido, Elize começou a cursar direito na Unip. Formou-se no ano passado, mas, mesmo com o diplona, ela nunca mais trabalhou – o marido também preferia assim. Nunca lhe faltou dinheiro, mas ela também não era de esbanjar. Tinha uma Pajero TR4, presente de Marcos, e gostava de joias e bolsas.
(…) Mas o casamento começou a ruir para valer em uma viagem que os dois fizeram a Mato Grosso, em 2010. Fazia algumas semanas que Elize sentia que algo estava errado com o marido. Em um descuido dele, ela flagrou em seu computador uma troca de mensagens com outra mulher. Os dois brigaram e chegaram a falar em separação. De volta a São Paulo, o clima continuou ruim. Foi então que Elize engravidou. O nascimento do bebê amainou a crise conjugal e, ao menos por um tempo, eles voltaram a viver em bons termos. Nos últimos meses, porém, Elize começou a reclamar que o marido quase não conversava, chegava em casa, fazia sexo, virava-se para o lado e dormia. O fantasma da traição voltou.
No início do mês passado, ela procurou um advogado de família. Queria saber em que condições poderia conseguir o divórcio e o que lhe caberia.
(…) Em meio à discussão, Marcos ainda desceu para pegar uma pizza que haviam pedido por telefone – as últimas imagens dele com vida. De volta ao apartamento, a discussão continuou. E subiu de tom. ‘Como você teve a ousadia de usar o meu dinheiro para colocar um detetive atrás de mim?’, perguntou o marido, sem pedir desculpas. ‘Vou te mandar embora para o lixo de onde você veio’. Nesse instante, Elize pegou de dentro de uma gaveta na sala uma pistola calibre 380 que havia ganhado de presente de Marcos e a apontou para o marido. ‘Você é fraca, não vai ter coragem de atirar. Vou mandar te internar. Não vou deixar minha filha ser criada por você. Nenhum juiz vai dar a guarda a uma prostituta’, ameaçou Marcos. Nesse momento, ela atirou. A janela antirruído abafou o disparo. Nenhum vizinho diz ter ouvido o estampido. A filha pequena dormia no quarto. Na manhã seguinte, Elize esquartejou o corpo do marido e guardou os pedaços em sacos plásticos, que jogou à beira de uma estrada.
O que explica crime tão brutal?”, perguntam os jornalistas que redigiram a matéria para a Revista.
Essa história, como toda história, tem começo, meio e fim. Nada aconteceu ao acaso. O ser humano colhe os frutos de sua escolha. A escolha e a decisão de Marcos, em dado momento da sua vida, iludido pelo dinheiro e riquezas materiais que possuía, foi a de abandonar a legítima esposa, a filha, enfim, deixar para trás a família, o casamento do qual DEUS foi testemunha. O apóstolo Paulo certa vez escreveu: “Não vos enganeis: Deus não se deixa escarnecer. Tudo o que o homem semear, isso também ceifará. O que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna” (Gálatas 6:7-8).  Em Romanos, também está escrito: “Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus nosso Senhor” (6:23). Na Primeira Carta que ele escreveu aos Coríntios disse: “(…) Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo. (…) Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo, e fá-lo-eis membros de meretriz? Não, por certo. Ou não sabeis que o que se une à meretriz, faz-se um corpo com ela? Pois serão, como se diz, dois numa só carne. (…) Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo” (1 Coríntios 6:13,15 a 16,18).
JESUS disse: “Qualquer que repudiar a sua mulher, e casar com outra, adultera contra aquela” (Marcos 10:11). Paulo, em outro tempo, mostrou claramente qual o reino que está reservado aos que morrem na prática do adultério: “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6:9-10) (grifo meu).
O sábio Salomão deixou-nos conselhos importantes para ninguém se deixar seduzir pela mulher prostituta, adúltera: “Filho meu, guarda os mandamentos de teu pai, e não deixes o ensino da tua mãe. Ata-os perpetuamente ao teu coração; pendura-os ao teu pescoço. Quando caminhares, te guiarão; quando te deitares, te guardarão; quando acordares, falarão contigo. Porque estes mandamentos são lâmpada, este ensino é luz, e as correções da disciplina são o caminho da vida, para te guardarem da mulher imoral, e da sedução da língua adúltera. Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te deixes prender pelos seus olhos, pois a prostituta te reduz a um bocado de pão, e a adúltera anda à caça da tua própria vida” (Provérbios 6:20-26).
Ah, se Marcos tivesse sequer uma oportunidade de fazer tudo diferente…!! Talvez pensasse mais um pouco antes de querer trocar a sua família, que DEUS lhe deu, pelo convívio com uma prostituta. E ainda que tivesse caído com ela, refletisse com mais cuidado no fato de a igreja Católica não realizar casamentos de pessoas divorciadas. Talvez algum padre lhe dissesse a verdade, mostrasse as Palavras de JESUS sobre o se relacionar sexualmente com outra mulher, que não seja a esposa legítima. Certamente, se tivesse ao menos colocado a sensatez à frente do dinheiro, das riquezas, do desejo da carne, o fim de sua história seria outro.
Mas que essa história sirva de exemplo para todos os outros que estão vivendo uma vida dupla: são casados para DEUS (porque só a morte desfaz um casamento) e preferem se relacionar sexualmente com a mulher adúltera. Quem sabe alguém se sensibilize com a história de Marcos e tome uma direção contrária a que ele tomou… Isso, ao menos, serviria de conforto e de consolo, já que sua vida, essa não poderá voltar mais…
FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo. 

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