Outros esclarecimentos sobre repúdio, divórcio, adultério e salvação da alma

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Ao longo do tempo ministerial, o Espírito Santo vem me revelando coisas profundas e importantíssimas a respeito do repúdio, do divórcio e da salvação.
Já escrevi anteriormente que NUNCA existiu divórcio nos tempos bíblicos. Essa é uma assertiva muito difícil de acreditar, de aceitar, pelo fato da palavra divórcio constar, aparecer na Bíblia Sagrada, traduzida em Língua Portuguesa.
Há pastores, líderes antidivorcistas, que até batem forte contra o divórcio, procuram defender as famílias, porém, admitindo a existência do divórcio nos tempos bíblicos, o que é um equívoco.
Mantenho-me na revelação que recebi diretamente do Espírito Santo: DIVÓRCIO NUNCA EXISTIU NAS SAGRADAS ESCRITURAS! Esse é um mistério que, para muitos, ainda será revelado.
Possuo um vasto e riquíssimo acervo de livros sobre o tema. Já me aprofundei bastante no aspecto espiritual, como jurídico e social. Nenhum autor fez referência ao divórcio nos tempos bíblicos, quando se reportou às suas origens. Por exemplo: Rui Barbosa, o douto Águia de Haia, afirma em seu célebre livro que o divórcio iniciou-se a partir da Reforma Protestante. (Que triste ler uma informação dessa!!)
Quando encontramos alguma referência ao divórcio nesse período, ela é de autoria divorcista ou de autores antidivorcistas que ainda não receberam tal revelação.
DEUS nunca permitiu o divórcio porque de fato ele nunca existiu. Como ELE poderia permitir a manifestação de algo que não existe?
A carta de repúdio, ou o libelo, dada pelos judeus era um texto escrito à mão, contrário à vontade de DEUS, permitido por Moisés, pela insistência das autoridades sacerdotais da época e a dureza dos corações dos judeus, que insistiam com essa prática de repudiar as suas esposas que, aquela época, seriam vituperadas, humilhadas, por passarem a ser esposas sem marido.
O instrumento civil chamado divórcio é muito recente. No Brasil, a Lei só foi aprovada em 26 de dezembro de 1977.
Trazendo-o para os dias de hoje, é fácil constatar que quem busca o divórcio está profundamente desagradando a DEUS, tentando destruir uma união que ELE testemunhou e registrou no Céu. É a mesma coisa que apoiar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ambas são leis que desagradam a DEUS, feitas por homens, autoridades civis.
O divórcio é uma ameaça à salvação de quem o busca, independentemente do motivo, por algumas razões.
Ninguém repudia ou se divorcia do seu cônjuge para se dedicar à obra de DEUS e tão somente a ELE. Nunca conheci nenhum caso no mundo de alguém que tenha se divorciado para viver só para DEUS. Quem se divorcia do cônjuge, ou o faz já por causa de uma terceira pessoa, ou por qualquer outro motivo, mas que, com um tempo, buscará um novo relacionamento. Esse é o grande medo do ser humano: o de viver sozinho. Ele não quer mais o cônjuge, mas também não se arriscaria a se abster da prática sexual com uma nova pessoa, alegando que não aguentaria, que DEUS o fez para ser uma só carne com uma mulher. Mais um problema está estabelecido dentro desse problema chamado divórcio: ninguém se relaciona com uma nova pessoa apenas para servir a DEUS, para viver de jejum e oração com essa nova pessoa. (Também nunca conheci alguém no mundo que tenha vivido assim). Em toda relação entre um homem e uma mulher há, de forma natural ou provocada, a relação sexual. Aí reside o grande perigo, aquilo que arranca o homem ou a mulher do Corpo de CRISTO e o faz perder a salvação da sua alma: a relação sexual ilícita (para DEUS chamada de adultério). Por que essa nova relação sexual é ilícita para DEUS? Porque DEUS não tem o divórcio como parâmetro para o fim do matrimônio; porque DEUS abençoou, quando do primeiro casamento, o corpo do marido apenas para pertencer a sua esposa, a ninguém mais, até quando eles estejam vivos. (Pelo que ainda se sabe, defuntos não praticam relação sexual). Nem o divórcio, nem o repúdio, nem o tempo em que estão separados, nem se há outra “família” e filhos de uma segunda união civil, nada disso desfaz o primeiro casamento. O casamento não é um documento, um contrato, um pedaço de papel que, depois de rasgado, perdeu o valor e a importância. Casamento é uma aliança espiritual, que o divórcio (instrumento civil) não consegue desfazê-lo. Portanto, a única coisa que desfaz um matrimônio é a morte de um dos cônjuges (segundo Romanos 7:2-3; 1 Cor. 7:39). É perfeitamente comparado à relação de CRISTO com a Sua igreja (Efésios 5:22-33). Uma pessoa, que se uniu a JESUS, fez-se membro do Seu Corpo, só será condenado à perdição eterna, se se afastar do Corpo de CRISTO por meio do pecado e morrer sem arrependimento genuíno e verdadeiro. Enquanto estiver vivo, o seu lugar no Corpo de CRISTO estará guardado e DEUS não dará a outrem. A pessoa deixa de fazer parte da Igreja santa do Nosso Senhor JESUS CRISTO, vai adulterar no mundo e com o mundo, contra a Igreja da qual ele fez parte, mas o seu lugar estará guardado pela fidelidade de DEUS. Assim é com o casamento.
A relação sexual ilícita de pessoas licitamente casadas, segundo o parâmetro de casamento que DEUS definiu para a humanidade, é chamada de adultério. O problema maior não é cair e adulterar. Qualquer pessoa casada corre esse risco. O problema é criar uma raiz do pecado e deixar que nasça uma árvore robusta. Quando a raiz está pequena, a pessoa pega uma tesoura e a corta; mas quando se torna uma árvore robusta, grandiosa, com troncos fortalecidos, só equipamentos modernos e de grande força para destruí-la. O segundo casamento civil causa essa árvore robusta de pecados. É mais fácil cair, tropeçar e logo se levantar com arrependimento verdadeiro. Quando isso acontece, a pessoa que caiu não permite sequer que o diabo a enlace, a engane, crie um mundo de ilusões e mentiras na mente e no coração, acorrentando a sua alma. Outro fato é cair e gostar da queda. É como saborear uma fruta proibida e se apaixonar pelo seu sabor. Sempre a pessoa vai querer experimentá-la até estar enlaçada pelo engano. Assim também é qualquer relação fora do verdadeiro casamento. As pessoas do primeiro grupo, as que caem, arrependem-se e abandonam o pecado, encontram as misericórdias de DEUS disponíveis. Levantam-se pelo Espírito Santo e prosseguem a caminhada cristã. As pessoas do segundo grupo deixam de ser cristãs, de andar com JESUS, porque se tornaram escravas daquilo que antes foram libertas pelo poder do Sangue de JESUS. São como alguns cristãos da Galácia e de Corinto, como nos contou o apóstolo Paulo, que, depois de salvos, voltaram a viver escravos de velhas e abomináveis práticas. Quem não se arrepende, vive a comer do próprio vômito. DEUS entrega essas pessoas às concupiscências dos seus corações imundos. E há dois caminhos possíveis a partir dessa realidade: ou essa pessoa, depois de muito comer do esgoto espiritual, arrepende-se (ficam cicatrizes profundas); ou ela morre sem JESUS. O sábio Salmão descreveu bem as características e o destino da mulher adúltera no livro dos Provérbios.
Mas vamos imaginar que uma das possibilidades descritas aqui seja real: que uma pessoa não queira mais, de jeito algum, conviver com a sua esposa ou o seu marido, mas também não queira uma terceira pessoa, porque compreendeu que isso comprometeria a salvação da sua alma. Se uma pessoa assim, que diz não querer mais a convivência conjugal lícita e testemunhada por DEUS, ficasse sozinha, servindo a JESUS, estaria ela tranquila e com a salvação garantida?
Por um olhar bíblico, tal pessoa não se tornaria adúltera, mas também demonstraria ter um coração impiedoso, por não querer perdoar verdadeiramente nem recomeçar uma história de vida diferente com o mesmo marido ou a mesma esposa.
O ideal de DEUS é que maridos e esposas não se separem.
Se ocorrer a separação física, que cada um busque no SENHOR consertar aquilo que esteve errado e tentar a reconciliação com novas perspectivas. Essa é a visão cristã, bíblica, apostólica, de DEUS. Toda a exegese bíblica neo-testamentária se converge para isso, para a reconciliação.
DEUS não quer corações amargurados, impiedosos, especialmente quando envolve relações familiares.
Quem abre a boca e afirma que não quer mais de jeito nenhum o seu cônjuge, é porque está ferido (a), com o coração contaminado, duro, precisando ser tratado, até conseguir liberar o perdão verdadeiro.
Quando me refiro à expressão PERDÃO VERDADEIRO, digo dentro de uma visão bíblica: PERDOAR É DEVOLVER O EXATO LUGAR QUE A PESSOA OCUPAVA ANTES. Não é simplesmente sentir que já perdoou ou abrir a boca. Perdoar entre cônjuges é muito mais profundo: é estar aberto a sempre proporcionar uma nova chance. A falta de perdão ao próximo impede também, assim como o adultério, de a pessoa, que não perdoou, entrar no Céu.
A Bíblia diz que quem não perdoa o próximo, de DEUS não alcança o perdão. Sem o perdão do PAI, como pode uma pessoa ser herdeira da glória de DEUS? É como a parábola do servo mau, que foi submetido à prisão pelo rei e não saiu de lá enquanto não pagou todos os centavos que lhe devia (Mateus 18:23-35).
Para finalizar, eu não vejo outra saída, na Bíblia Sagrada, para maridos e esposas que não seja o caminho do perdão verdadeiro. O único caminho é o da restauração, o da reconciliação, o caminho da renúncia do próprio EU, da soberba, do orgulho.
DEUS não obriga nem força ninguém a viver juntos nem mesmo a obedecê-LO, mas também não isentará ninguém do Dia do Grande Juízo. “Não vos enganeis: Deus não se deixa escarnecer. Tudo o que o homem semear, isso também ceifará. O que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna” (Gálatas 6:7-8). Quem tem ouvidos, ouça!
Somente através do perdão e da reconciliação, maridos, esposas e filhos terão uma família abençoada e todos entrarão juntos no Reino Celestial.
 No Amor de DEUS,
FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

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