Os relacionamentos nasceram para durar. Durar até a morte

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Os relacionamentos nasceram para durar. Durar até a morte. O casamento, então, nem se fala.
Em nossa sociedade, é possível ainda encontrarmos casais com 30, 40, 50 e até mais anos de convivência. Detalhe: primeiro casamento de ambos.
Em um passado, que a cada dia está se tornando mais raro e distante, viver um só relacionamento era muito normal. Os casais cresceram aprendendo que relacionamento era coisa séria, que o casamento é uma instituição divina, que só a morte podia acabá-lo.
Mas os anos foram passando, os valores se destituindo, os princípios éticos, morais, desfalecendo; e a família, criada por DEUS, ruiu de forma assustadora. Tudo por conta da tal liberalidade. Mundanismo, secularismo, modernidade, pós-modernidade, revoluções feministas foram palavras que surgiram para destruir as famílias.
Vivemos em uma sociedade impregnada de tecnologia, avanços científicos, onde o acesso às pesquisas científicas está cada vez mais amplo. Vivemos a era do “valemos o que temos e não o que somos para DEUS”. Somos e vivemos apenas para fazer esse mundo funcionar com seus vícios e mazelas.
As teorias feministas revolucionárias invadiram a mente humana como algo absolutamente normal. Saímos da Era da “mulher escrava”, nas Senzalas, para a Era da “mulher governanta, presidente” etc. Não soubemos dosar a medida certa e não encontramos o equilíbrio e os limites das coisas. O tal feminismo acabou atingindo os lares e as igrejas. A mulher, chefe no trabalho, passou a exercer soberania no seio familiar. Os líderes religiosos, em busca de um público cada vez maior e em Nome de DEUS, buscaram o crescimento quantitativo e passaram a aceitar o secularismo e o mundanismo como doutrina para agradar aos novos fiéis, que trouxeram do mundo as marcas do repúdio. Por isso, até o “DEUS santo” decidiu passar a mãozinha no pecado das pessoas e a deixá-las do mesmo jeito como vieram. Tudo em nome da ganância e dos interesses espúrios dos seus líderes.
A sociedade em que vivemos é altamente egoísta, antropocêntrica, onde tudo gira em torno do EU HUMANO. Esse, sim, tem que ser acalentado, custe o que custar.
Assim, esposas e maridos deixaram de falar a mesma língua e passaram a acreditar que o “amor” e o casamento acabaram, que a história chegou ao fim. Cada um partiu para um lado diferente, resolveram pendências, no âmbito jurídico, como a partilha dos bens, educação dos filhos, obrigações financeiras e… “até nunca mais ver”. Alguns, querendo deixar a impressão de uma boa educação e um bom nível social, até propuseram manter uma máscara de amizade, em prol de uma satisfação social, e também com a finalidade das sequelas emocionais dos filhos serem amenizadas. A família, que DEUS criou para durar a vida toda, passou, de uma hora para outra, a ser tratada como algo descartável, como uma roupa que é substituída quando passa a incomodar o corpo.
As leis do divórcio e do casamento entre pares homossexuais já viraram moda e rapidamente se espalharam em quase todos os países como uma doença. Divorciar-se passou a ser um direito de quem acha que o casamento acabou e que precisa recomeçar uma nova história, construir uma nova “família”. Divórcio, no Brasil, de uns 35 anos para cá, tornou-se o substantivo mais usado na mente daqueles decepcionados com a própria incompetência conjugal. Divorciar-se, o verbo da vez. As famílias passaram a ser altamente descartáveis. Se você entrar em uma sala de aula, de cada 50 adolescentes, mais da metade são filhos de pais separados ou divorciados. Para os que são desse mundo, tudo absolutamente normal, fruto das conquistas sociais. Porém, as denominações religiosas, que dizem viver a doutrina de DEUS, de JESUS e dos apóstolos, não deveriam se conformar com esse mal-do-século. Mas, infelizmente, tornaram-se coniventes a essa triste realidade.
Os líderes religiosos evangélicos tornaram-se cegos espiritualmente. A ganância, a soberba, o dinheiro, a fama, a arrogância, tudo isso obscureceu os seus entendimentos. Congregar em templos que se dizem cristãos tornou-se até um perigo para quem está separado e divorciado e ainda não decidiu por um novo relacionamento. Os conselhos que essas pessoas repudiadas vão ouvir das lideranças são os mais nefastos e heréticos possíveis, direcionados ao bem-estar da pessoa, a uma solução menos dolorosa à realidade que ela enfrentou. Sem sombra de dúvida, muitas dessas lideranças adaptaram o Evangelho de CRISTO ao século do repúdio e do divórcio desenfreados. Ninguém se atreve a ensinar a Verdade, com medo de afastar as “ovelhas” ou de se tornar um Ministério isolado dos demais, “fadado” a não prosperar financeiramente.
Já observou que as pessoas só procuram “igrejas” que ensinem o que está de acordo com a realidade delas (das pessoas), aquilo que satisfaz o EU? Já observou que as denominações mais rigorosas e duras em relação ao Ensino são as mais criticadas? Quem deseja ter um Ministério próspero fisicamente e financeiramente, um Ministério repleto de brilho e fama, tem que agradar a maioria, ensinando aquilo que agrada ao EU de cada um. É algo sem critério algum: “se quer lutar pela restauração da sua família, lute! Se não quer, busque um novo relacionamento. Apoiamos aquilo que você decidir”. É o Evangelho centrado no EU humano.
A verdade é que muitas denominações cristãs estão iguais ao mundo, sem diferença alguma. Claro que ainda há os líderes sérios, responsáveis, que pagam um preço altíssimo por ensinarem a Verdade de JESUS.
Também ainda há pessoas idosas, cuja Verdade sobre família, casamento, amor, foi plantada em seus corações. Pessoas, que não aceitaram nem aceitam viver a Era em que o ser humano é um vasilhame descartável, que se usa e joga fora logo em seguida; como Mazola (40 anos de casado com a mesma esposa), Argemiro (55 anos de casado com a mesma mulher), Lúcia (47 anos de casado com o mesmo marido), dona Júlia, com 103 anos, há 50 anos viúva, que confessou em público, na TV, que não só o casamento é apenas UM, como o AMOR TAMBÉM (por isso não quis se casar de novo).
Certamente DEUS se agrada de pessoas assim que, como todas as outras, viveram grandes tempestades em seus casamentos, mas, nem por isso, abriram mão deles.
DEUS vai julgar cada um de acordo com a Sua Palavra, que não muda jamais, que permanece a mesma em toda trajetória do tempo. DEUS É O MESMO ONTEM, HOJE E AMANHÃ. O DEUS, que guiou o povo de Israel no deserto, é o mesmo que vai julgar as nações e povos inteiros, os de hoje e os que ainda vão surgir. Por isso, digo sempre: ser IGREJA VERDADEIRA DE DEUS não tem nada a ver com placa nem denominação, com empresa religiosa. IGREJA é um povo santo, que não se corrompe, que não se conforma com as coisas desse mundo, que renuncia à carne e ao mundanismo e coloca a vontade de DEUS acima de todas as coisas.
Casamento é como o sopro de vida: só DEUS pode tirá-lo. É a única instituição na Bíblia Sagrada que é comparada à relação de CRISTO com a Sua igreja.
Relacionamentos humanos nasceram para durar. Se não estão durando é porque algo está errado e precisa ser consertado, ajustado. Não é jogando fora, desistindo, buscando a felicidade com outra pessoa, que iremos construir uma igreja santa, imaculada, sem mancha, irrepreensível, famílias e sociedade ajustadas e equilibradas.
Antes de tomar qualquer decisão em seu relacionamento, ore bastante e busque saber qual a Vontade de DEUS. Procure saber se JESUS, em seu lugar, tomaria tal decisão; ou se tal decisão é do agrado do PAI. Ore e espere. Mas não se precipite. A precipitação pode gerar um desastre irreparável em sua vida espiritual e comprometer a salvação da sua alma.
Seja exemplo! Seja diferente de tudo o que existe ao seu redor. Você nasceu e foi separado por DEUS para fazer a diferença.
FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

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