Descobrindo a vontade de Deus para a minha vida?

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Bem que esse título poderia ser de um livro de auto-ajuda “gospel”… hehe mas ô pergunta insistente! Em algum momento da nossa caminhada cristã nos deparamos com essa indagação, seja em relação com quem vamos nos casar, ou que profissão seguir, qual viagem executar, qual imóvel vender… etc.
Para John Stott, para descobrir a vontade de Deus para as nossas vidas, primeiramente precisamos entender que há uma distinção entre a sua vontade “universal” e a sua vontade “específica”.
A vontade de Deus universal é a mesma para todo o povo de Deus, que sejamos “conforme a imagem de seu Filho”, ou seja, ser como Cristo! (Romanos 8:29). Já a específica tem haver com nossas escolhas do dia-a-dia como profissão, companheiro, como aproveitar nosso tempo e energia, em que lugar estar, etc.
A vontade de Deus específica não se encontra na Bíblia. Às vezes ocorre de Deus ter guiado uma pessoa por intermédio de um versículo extraído do seu contexto, mas a Bíblia não são textos desvinculados, mas uma relação histórica e cumulativa.
Porém a Bíblia contém sim, princípios que são relevantes a questões específicas, como o casamento: o matrimônio é plano de Deus; que o cristão é livre para casar com outro cristão; que o casamento é o único contexto ordenado por Deus para as relações sexuais, etc. São diretrizes gerais estabelecidas na Bíblia, mas não definem o nome da pessoa com quem você casará ou se permanecerá solteiro.
Há 5 palavras que John Stott descobre que são guias seguros para entender a vontade de Deus:
1 – CEDER - dar lugar ao propósito de Deus na nossa vida. Deus “conduz os humildes na justiça e lhes ensina o seu caminho” (Salmos 25:9) para aqueles que tem essa disponibilidade interna de aceitar a vontade de Deus.
“Uma vontade que não se rende é o mais sério de todos os obstáculos para se descobrir a vontade de Deus” J. Stott
2 – ORAR - não basta entregar sem confiança, é preciso esperar em oração e ser sustentado por ela.  ”Peçam, e lhes será dado” (Mateus 7:7); “Não têm, porque não pedem.” (Tiago 4:2 )
“Ele não revela a sua vontade, a não ser que realmente queiramos conhecê-la e expressemos esse desejo em nossas orações” J. Stott
3 – FALAR - não devemos tomar nossas decisões sozinhos. Deus nos concedeu uns aos outros em família, e isso requer humildade para buscar conselhos com os nossos pais, amigos e líderes espirituais. “O orgulho só gera discussões, mas a sabedoria está com os que tomam conselho.” (Provérbios 13:10)
“Que as nossas decisões sejam tomadas em grupo, assumidas com responsabilidade na rica comunhão que Deus nos colocou” J. Stott
4 – PENSAR - não devemos nos comportar como cavalos e mulas! “Eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir; eu o aconselharei e cuidarei de você. Não sejam como o cavalo ou o burro, que não têm entendimento mas precisam ser controlados com freios e rédeas, caso contrário não obedecem.” (Salmos 32:8-9) Não podemos esperar que ele cumpra suas promessas utilizando “freios e rédeas”, ou seja, por meio da força, porque ele nos guia através da mente que nos deu e que nos possibilita pesar cuidadosamente, em cada situação, os prós e os contras.
5 – ESPERAR - “É um erro apressar-se e ficar impaciente com Deus”, muitos homens de fé esperaram por anos para que se cumprisse a vontade de Deus em suas vidas. Moisés teve sua vida trabalhada 80 anos para depois ser o grande líder do povo de Deus; Abraão alcançou a promessa do messias 2000 anos depois.
Stott diz que se temos que tomar uma decisão dentro de um certo prazo devemos fazê-lo, mas, caso ao contrário, se o caminho a nossa frente é incerto, o mais sábio é esperar.
“Em minha experiência, cometem-se muito mais erros por causa da precipitação do que de protelação” J. Stott
–> Ceder, orar, falar, pensar e esperar, nessa ordem, é chegar perto daquilo que é vontade de Deus perfeita e agradável, assim nos sentiremos em paz e realizados, embora a cada dia necessitamos tomar novas decisões e renovar a nossa mente, portanto, é uma busca diária!
(Resumo do livro “Ouça o mundo, ouça o Espírito – John Stott, ed. ABU)

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