Casamento e sexo

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Quase todo mundo se sente “expert” no assunto, quando se trata de sexo. O brasileiro, então, nem se fala. A auto-estima do brasileiro na questão sexual é elevadíssima.
Mas, no mundo espiritual, a realidade não é bem essa. Assistimos famílias serem destruídas dia-a-dia pela brecha aberta na área sexual.
Maridos e esposas têm permitido a atuação do maligno em seus casamentos.
A perfeita sintonia sexual entre um homem e uma mulher (licitamente casados aos olhos de DEUS) ajuda e muito na resolução de outros problemas conjugais. Não estou afirmando aqui que o bom sexo é tudo. Não é isso. Além do sexo, há o cumprimento de outros deveres de maridos e esposas no lar. A vida sexual é um desses deveres e, sem sombra de dúvida, o mais importante deles.
Hoje escrevo sobre vida sexual, porque sei que esse assunto ainda é visto com muito preconceito dentro dos templos religiosos.
Praticar sexo não é saciar uma fome e uma sede interior existentes dentro de cada um.
A Bíblia ensina que o olhar sexual consiste em dar prazer ao próximo, sem nos preocuparmos com o nosso próprio prazer. Se ambos pensarem dessa forma, ambos acabarão atingindo o mesmo prazer.
Não foi à toa que o apóstolo Paulo, ao escrever sobre casamento, o primeiro assunto abordado foi o cuidado que o casal casado deve ter com a vida sexual. Ele escreveu:

“Ora, quanto às coisas que escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher; mas, por causa da fornicação (pornéia, no grego. Fornicação: relação sexual ilícita praticada antes do casamento), cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido (pagar no sentido de dar o outro que o lhe é devido, o que e direito dele). A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher (um não pode negar-se ao outro, a não ser em casos excepcionais). Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez (ou seja, voltem a ter relação sexual), para que satanás não vos tente pela vossa incontinência” (1 Coríntios 7:1-5) (grifos meus).

Observem bem o valor que Paulo estabelece sobre o casamento para a área sexual. E a importância que DEUS dá ao nosso corpo. DEUS quer que usemos corretamente o nosso corpo, como instrumentos de bênçãos e como morada do Espírito Santo.
Os solteiros devem fugir do pecado da fornicação. É como o apóstolo escreveu em outro momento: “se não conseguem se conter, então se casem, pois é melhor se casarem do que viverem abrasados” (1 Cor. 7:9). Viver abrasado (morar, viver debaixo do mesmo teto) não é casamento. Viver dessa maneira é ser puramente carnal, instintivo, longe do Espírito de DEUS. A carne em chamas, em brasas ardentes, queimando, pegando fogo, “pulando”, como bem diz uma ovelhinha minha. Isso fora do casamento é pecado que aborrece o Espírito de DEUS e leva maldição para a vida de quem pratica.
Um homem e uma mulher solteiros, que não conseguem se controlar nessa área, dois conselhos: ou procurem ajuda profissional, ou se casem. Mas casar-se apenas para ter relação sexual não é uma boa escolha. Afinal, não é somente o sexo que sustenta um casamento.
Porém, se você já encontrou a pessoa certa, case-se logo com ela. Casados estarão livres para a cama, para o leito sem mácula, para o prazer sexual.
Se você já é casado (a), saiba que precisa vigiar e muito nessa área.
Primeiro, observe a frequência com que mantém relação sexual com o seu cônjuge. O natural é praticar todos os dias, salvo em exceções: fadiga esporádica, doença, mal-estar etc. Passar muitos dias sem um procurar o outro é muito perigoso. Abstinência sexual, segundo Paulo escreveu, atrai a ação do maligno, pois deixa vulneráveis tanto marido como a esposa.
Geralmente, no começo do casamento há muita intensidade. Entretanto, depois de algum tempo, o esfriamento logo bate à porta do casal. Se isso acontecer, procure logo solucionar esse problema, com diálogo, ou, se preciso, ajuda de algum profissional cristão. Se no começo foi bom, com o passar dos anos, deve ser melhor ainda, porque o convívio, o conhecimento, ajudam o casal a ficar mais à vontade na cama.
Muitas mulheres cristãs chegam ao casamento com muitos tabus e preconceitos na área sexual, adquiridos ao longo de uma educação familiar arcaica. Acham que a vida sexual é resumida apenas à procriação e que, qualquer outra coisa que fuja a isso, é sujeira, perversão, indecência etc. Conheci casos de esposas casadas que nunca tocaram nem viram o pênis (só de usar esse vocábulo, já causa escândalo em muitas pessoas) do seu marido. É lamentável. Vida sexual robotizada, sem prazer, sem entrega, sem envolvimento nem intimidade.
Você tem que ver o corpo do seu cônjuge como o seu corpo. E vice-versa. Se tivermos esse olhar, nunca deixaremos de alimentar aquilo que é nosso e nos pertence pela autorização dada por NOSSO DEUS quando nos casamos. Amar compreende, também, preencher as lacunas existentes no corpo do outro:

“Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; porque somos membros do seu corpo, da sua carne e dos seus ossos” (Efésios 5:28-30).

É claro que a vida sexual, ao longo do tempo, e com o advento do mundanismo no leito do casal, em muitos casos, tornou-se algo triste de se ver. Saiu-se de um extremo de pureza angelical para entrar em outro de completa sujeira e perversão sexuais.
Ao fazer um atendimento nessa área, ouvi certa vez de uma esposa cristã: “um dia, meu marido me colocou em determinada posição e me disse ‘que crentezinha mais safada!’. Eu fazia de tudo para agradá-lo na cama, mas, mesmo assim, ele me repudiou”. Querer agradar ao marido de qualquer jeito, da maneira dele, com medo de não perdê-lo para outra mulher, é indício de tolice, que leva à perdição e à destruição familiar (a não ser que a maneira dele seja agradável a DEUS). Esse fazer de tudo é bastante relativo. Na cama, tudo convém? Claro que não. Sexo anal mesmo não convém; é sujo, imundo, abominável. A prática do sexo anal atrai maldição, demônios, para o casamento. Outras situações: puxar cabelos, usar de violência, chicotes, depravação, pornografia e todo tipo de lascívia não convêm à prática sexual de quem é santo. Mulheres devem se submeter aos seus maridos COMO AO SENHOR. Se a submissão exigida por ele desagrada ao meu DEUS, então abrirei mão de tal exigência.
Outro detalhe importante: frequentar motéis ou lojas de artigos eróticos nem pensar. Costumo dizer que quarto de motel é habitat de demônios e a cama é lugar sujo, impuro.
Deitar sempre juntos, na mesma hora, assim como a hora da alimentação, renova o sentido de união e cumplicidade entre os dois. E orar sempre juntos. Ir à igreja (nunca em denominações diferentes), buscar muito a DEUS. Nunca abrir mão dessas coisas é fundamental.
Um casal casado precisa inovar sem se depravar. Isso é muito possível. Um precisa aprender a explorar o corpo do outro, sem certos tabus e barreiras. O desejo sexual surge do carinho, do tratar bem diariamente, do respeito mútuo.
Quando casamos, fazemo-nos uma só carne com o nosso cônjuge. Entendemos que o nosso corpo deixa de ser nosso e passa a ser de quem nos casamos. O corpo do outro é nossa propriedade. E sendo nosso, precisamos cuidar, zelar, preencher.
Aproveite o seu deserto para fechar todas as brechas na área sexual, refazer a sua educação e a sua prática sexuais, aprender, mudar. Afinal, você pode até se considerar um (a) professor (a) no assunto, mas saiba que ainda tem muito o que aprender, pois o campo sexual é vasto, imenso, infinito.

DEUS nos abençoe!

PR. FERNANDO CÉSAR (O PASTOR QUE AMA AS FAMÍLIAS E OS CASAMENTOS LÍCITOS AOS OLHOS DE DEUS!!!)
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Skype: familiasparacristo

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